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Breve História da Aldeia PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 22 Setembro 2008 11:33

Antes da formação da nossa aldeia, o nome de Ciborro designava apenas um dos sete montes da Herdade do Paço.

Esta herdade foi expropriada do convento dos conegos de S. João Evangelista depois das chamadas lutas liberais. Em 1841 foi adquirida pela Marquesa do Louriçal que a vendeu mais tarde a António Lopes Ferreira dos Anjos, bisavô do Eng. Luís Ricardo Himtze Ribeiro Jardim, e natural de Cabecudo - Ferreira do Zezere. Pelas ruas de Lisboa negociou ele em chitas, nastros e outros artigos. Acabou, apenas deste inicio e vida humilde, por adquirir grande fortuna. Por isso comprou em 1870 entre outras herdades, a Herdade do Paço, com os seus sete Montes de Habitação: Monte do Paço; Casas de Baixo; Casas Longas; Castelos; Ciborro; Zambujeira e Abrunheira. Filha de Antonio Lopes Ferreira dos Anjos (Guilhermina dos Anjos), casou por volte de 1874 com Luís Pereira Leite Jardim, 1º conde de Valenças.

Treze anos depois(1887) foram realizados os primeiros aforamentos na Herdade do Paço - Estes aforamentos eram para ser feitos sobre as terras que ficavam junto ao Monte dos Castelos, acabaram no entanto por ser feitos sobre terras à volta do Monte do Ciborro. Depois de feitos esses aforamentos, começaram a construir as primeiras casas para as fronteiras. E assim nasceu a ALDEIA do CIBORRO.

 2. A situação Geográfica do Ciborro

O Ciborro estava situado no Condado de Valenças do qual faziam parte as seguintes Herdades: Herdade do Paço; Herdade da Azambujeira; Herdade de Valenças (linguagem popular=Herdade das Balanças); Herdade do Cavaleiro; Herdade do Barrocal; e Herdade de S. Lourenço (na qual está integrado o Monte do Outeiro). Todas elas foram prontamente ocupadas em 14 de Agosto de 1975.

3. O Ciborro e o seu Nome

A família Valenças tentou desde cedo modificar o nome da Aldeia. pretendeu primeiro, o nome de Aldeia Nova de Valenças. Mais tarde, propôs o nome de Vila de Valenças. A população do Ciborro não se mostrou muito entusiasmada, embora o não dissesse claramente, pretendia com isso afirmar a sua independência relativamente aos antigos senhores da terra. Já nessa altura a independência havia de se manifestar mais tarde durante a larga noite fascista. Por isso, algumas pessoas falavam, em ar de troça da Republica Independente do Ciborro. Como se esse Espírito de Independência não fosse, como de facto é, um justo motivo de orgulho. fonte:

Trabalho realizado, em 1982, por: Alfredo Coelho; António Sérgio Raposo; Carlos Aldeinhas; Lígia Nunes e Mário Bento. Reprodução só autorizada para fins CULTURAIS.

Localização O aglomerado de Ciborro localiza-se junto ao limite do concelho de Montemor-o-Novo com o de Coruche. Estende-se ao longo da E.N.2, a Norte da cidade de Montemor-o-Novo e está limitado a Sul pela E.M.507. População Possuía em 1991, 822 indivíduos cuja actividade principal dos activos era a agricultura.

Alojamentos O aglomerado possui 370 alojamentos com água, esgotos e electricidade.

Equipamentos Colectivos Extensão do Centro de Saúde

Creche Sala de Convívio para a 3ª Idade Serviço de Assistência domiciliária para a 3ª Idade

Campo de Futebol

Escola Primária

Problemas e Condicionantes Urbanísticos A RAN, a REN, a natureza acidentada do território e o atravessamento do aglomerado pela E.N.2 condicionam o desenvolvimento.

fonte: http://www.alentejodigital.pt/montemor/ciborro.frg.htm

Actualizado em ( Segunda, 22 Setembro 2008 11:38 )
 

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Localização do Ciborro

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